segunda-feira, 11 de março de 2013

Prado.

Ha aproximadamente uma decada atras passei dois meses na Bahia. Dois meses depois de um ano escrevendo aquilo que seria meu proprio manual de instruçoes, minha filosofia e minhas regras num pequeno livro de noventa e seis paginas. Fui roubado e traido quase simultaneamente. Meio dia no verao e o caminho ate a praia nao tinha nuvens. Peguei pelo asfalto. Descalço. Sem camisa. Foi o primeiro contato que tive com a objetividade, alheamento e anestesia de um odio limpo e tao bonito quanto extatico. Continuei com calma e controle. Eram setenta quilos de algo maciço e intocavel.  Nunca mais me senti realmente so depois daquele encontro.

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