segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Gato Que Ri.

O ano mal virou e eu me masturbava. Gozar de novo. Escravo. Encaro na boa que o unico sentido nao hipocrita na vida seja o prazer. Ok e adoro isso. Mas quando entendi que sexo nao vai alem de um imperativo biologico, um jogo de iniciantes para plateias inseguras e condicionadas, ele virou  coleira de humilhaçao.  Gozo por obrigaçao. No meu mundo ideal a quimica é um sniper perfeito gritando HEAD SHOT!! O tiro chega e tudo entra na sua mais alta resoluçao. Empatia em nivel atomico. Sorriso Cheshire. O real é produzido em laboratorios e eu substituiria meu pau por uma seringa de perfeiçao. Sem bad.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Facebook, Internet e Maos dadas.

Posso gozar na sua boca e ainda assim nao seremos intimos. Fui o primeiro que realmente comeu teu cu porque fui seu grande amor? Caralho, e dai porra? Trocar fotos ousadas nao significa nada alem da demonstraçao que quero te foder, e isso pode passar facilmente. Ja me escutou chorando quando eu estava desesperado? Ok. Voce deve entao saber algum segredo meu. Provavelmente escreverei sobre em algumas semanas. Ninguem significa nada. Voce nao significa nada. Minha pele tem memoria de peixe e nao vejo problema nisso. Maos dadas na rua, sorrisos de cumplicidade, apelidos carinhosos ou dividas que jamais vou pagar. No fim, é bem facil dizer foda se.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Trilhas.

A simplicidade dos prazeres sutis e sua troca do risco por agua. As desculpas do medo como moralidade e a comida embrulha no meu estomago. Quanto mais passos eu dou menos sinto o peso moral. É uma leveza que fica na lingua e dissolve devagar. O ato, qualquer que seja, tem que ser uma escada para novos lagos de dopamina, serotonina e dissoluçao. A verdade aparece no espelho. So monologos me trazem novidades. Os outros tem cheiro de merda e porra seca. Baratas e flatulencias. Banalidade e tedio. Continuo escolhendo. Estou entre eles mas nao sabem o motivo. Isso me diverte. Alguns parecem entender mas tudo é contornavel. É o que eles acreditam.

Tudo Bem Com Benflogin.

Um video gravado antes, durante e apos a minha experiencia com benflogin(benzidamina).

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Calor Antes Do Chao.

Acordo. 19:23. Mensagem para uma transa 20:30 que no final foi remarcada pras 20hs. Sem almoço e ainda bem fraco da benzidamina. Ninguem chega ao paraiso pulando a roleta. Pego uma carona, espero um pouco e ela aparece. Motel? Motel nao. Alguma rua nova, algum beco ou sombra pouco discreta. Papo rapido mas divertido. So da para conversar direito com mulher se ela for bissexual. Terreno abandonado, area pra desova ou soltar cavalo dado. Saia jeans sem calcinha e depilada. Poucos minutos metendo e to suando frio. Continuo porque sou um coelho suicida e viciado. Ela esta gemendo e vou desmaiar.  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Praia, Ciganos, Vinho e Benflogin.

Eu ja tive uma crise de gastrite. Fui pro chao, meu vizinho me levou pro hospital e chorei porque a dor nao parava. Um picador de gelo rodando atraves da porra do furo na minha barriga. Fiquei tres dias sem comer, perdi peso e ganhei um trauma fudido. Gordura no estomago vazio. Desde entao fico atento. Dai dia desses paro pra me informar melhor sobre um remedio que tomava quando criança: benflogin. O benflogin que meus amigos usavam pra chapar quando eu era um quase virgem de visao em preto e branco. Admito que fiz a escolha certa. Passei a adolescencia com pouco sexo, nenhuma substancia ilicita no corpo e muitos livros, HQs, musica e punheta. E era hetero. Ganhei disciplina. A minha disciplina e nao alguma implantada ou engolida pelo cu. Quando me senti pronto usei LSD. De cara. Nao adianta o papo de "ter uma onda natural", ou "sou naturalmente alterado". Nada no mundo se compara a uma boa droga. Se voce for bipolar a fase maniaca lembra um pouco cocaina. Um pouco. Se voce tem medo de usar ta otimo. Mais que normal. Mas essa de "brisado de nascença" va contar para o padre que come o teu filhinho. Ele vai fingir que credita, eu nao. Depois da primeira trip veio bastante sexo e ocasionalmente uma quimica ou outra. Nao conto a vida em bens ou dinheiro no banco, conto em experiencias pessoais intensas. Nada mais patetico que um a pessoa morrendo com milhoes em grana nao usada. Humm... benflogin. Certo. Pelo que pesquisei em sites estrangeiros saquei que o principio divertido e ativo dele é o cloridrato de benzidamina e que ele lembra o meu primeiro amor, o fascinante LSD-25. Na farmacia e por menos de 8$!!!! O escroto é que a benzidamina, para dar onda, tem que ser numa quantidade que pode estuprar seu estomago e o meu é um viadinho hipocondriaco criado com froot loops e leite desnatado. Por ser um coelho curioso  vou contando com um bom almoço para forrar a usina, otima praia e se der merda o carvao ativado do Mr. Dam. Um local agradavel ja contribui uns trinta por cento para  viagem dar certo. Eu ia tomar 13 comprimidos e no fim foram 16. Andava eu com os senhores Marroquino e De Azeredo pela BR e paramos para comprar vinho de 10$. Benflogin bate mesmo é combinado com alcool. Maximiza. Vai por mim. Levou coisa de uma hora para rolar o sopro inicial. Agitado feliz. Um tempo depois veio a ninfa da estetica visual estilo doce. Apos tres horas e meia parecia que eu tinha tomado o melhor ecstasy direto no cerebro pingando acido lisergico da Sandoz. Quebrei a banca com a pica. Orgasmo de corpo inteiro olhando para uma batalha universal de nuvens completamente vivas e absurdamente melhores em xadrez do que eu. E vinho pra dentro. Foi ter o apice das minhas duas drogas favoritas em uma. Sem traficantes. Sem ter que esconder de ninguem. E PURA! Levantei e dei uma mijada transcendental na areia. As gotas eram douradas e na forma de Tic-Tac. Simetricas que poderiam ser usadas como brincos da mulher do Bill Gates. Na volta paramos em um acampamento cigano. Merroquino queria que lessem a sua mao. Fui junto. Veio uma cigana e me puxou pra tenda dela. Embora ela estivesse interessada em tirar cada centavo meu, estar naquela brisa naquele local foi ter um sonho dentro de outro. Leu minha sorte. Soltei 5$ mas daria 20$ se a filha dela de uns 14 anos viesse lamber meu pau gelado. De novo no carro e eu via a estrada como num independente do Lars Von Trier preparado para matar a fome dos olhos e do nada vem o EFEITO BRUCE LEE fazendo o arrasto no que se move. Jackpot.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sonhando Acordado Com Cha De Trombeta


video
Minha experiencia em video com o cha de trombeta. Praqueles que sabem apreciar as melhores coisas da vida.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Geni.

Praticamente todos falam mal dela. Crocodilos andando no meio das ruas, pessoas te atacando do nada, pentagramas de sangue escorrendo pelas paredes, descontrole intestinal e insanidade permanente. Isso seria o minimo. Um amigo que quando conheci era quase membro de algum grupo anti drogas e meses depois estava internado por ter quebrado cada canto do apartamanto da sua mae, corrido pelado na parte mais movimentada da cidade e perdido completamente o contato com a realidade. Nao que a realidade basica seja algo necessariamente bom. Trombeta. Considerava seus efeitos sujos e imperfeitos. Coisa de hippie burro, logo, desnecessaria. Praticamente ja experimentei todas as drogas principais. As portas da minha percepçao nao foram simplesmente abertas elas foram estupradas e agora me sinto bem mais seguro para entrar e sair de pesadelos. O garoto selvagem chegou com quatro flores e foi embora. Tirando a media do que pesquisei, tres flores seriam o provavel suficiente para uma brisa intensa sem no entanto ter que parar no hospital. Sou um viajante e nao um masoquista. Estava com Marroquino e De Souza no apoio. Em caso de erro tenha sempre amigos por perto. Ter experiencia nao faz de voce infalivel. Flores picadas e fervendo ate o amarelo. Cheiro de alface. Gosto de alface. Bebi metade e pedi para sairmos da cidade, para partirmos pra praia. Regra importante sobre uso de drogas: use sempre num local em que voce podera explanar. Se controlar por causa de estranhos ou policia quebra metade do prazer da viagem. Estamos no onibus e sei que algo mudou. Pergunto pro Marroquino: midriase?? Hahaha. Siimm! O Sonhar estava chegando. Abro a mochila com dificuldade(minha coordenaçao nao estava nada boa) e tomo o resto. Queria ter certeza que bateria mas levava carvao ativado caso tivesse me excedido. O onibus para. Chegamos e quando me levanto minhas pernas nao fazem questao de colaborar. Pesadas e em intervalos se desligavam completamente. Coisa bem rapida mas o suficiente para me dar a impressao de que iria cair. As luzes brilhavam mais e la estava eu novamente atravessando o espelho. Sempre uma terra nova. Sede. Muita sede. O caminho do ponto de onibus ate a praia nao era longo mas me pareceu infinito. Sento na calçada e vejo latas de lixo sofrendo distorçao, ficando com formas mais humanas. Nao so as latas de lixo mas qualquer objeto novo. Carrego na força de vontade e volto a caminhar. O vento era delicioso. A rua reta estava ficando torta mas nao era desagradavel. Deu um tesao forte na boca, uma fome de chupar boceta, de lamber coxa e cu. Nada genital, unicamente coisa da boca em colaboraçao com a lingua. Piso na areia da praia e é noite. Vou mais pra frente sem estar nada perto da agua. Sento e naquele momento me encaixo no cenario como a ultima peça do quebra cabeça, fico relaxado e imovel no escuro. Enquanto com maconha eu absorvo uma parte de cada componente local com a trombeta eu era parte de local mas uma parte perfeitamente definida e unica. Marroquino pergunta se esta tudo bem e respondo que estou otimo. Ele se afasta e nem percebo. De Souza tambem pegou outro caminho. Sabiam que eu nao teria problemas. Poderia ter ficado na mesma posiçao por horas, dias ou o resto da minha vida. Um prazer frio e calmo na imobilidade e contemplaçao. Alguem se aproxima. É Marroquino virando uma mancha tremula, um borrao dinamico se expandindo e se contraindo no ar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os Dias.

Deve ser espontaneo como o primeiro choro ou a primeira ereçao. Quando voce diz eu te amo pensando ter dito obrigado. Quando voce queima a mao no fogo depois de tentar segura lo. A pressa corrompe o prazer. Precisa maturidade. Preparar os pulmoes e correr nu, fazer distancia do ultimo medo e sentir se perfeito por nao encontarar mais ninguem. Um sorriso acima de todos os narizes. Uma centopeia com pernas de aço dando voltas so para ver as marcas na carne fina, sussurrando dias e horas erradas. Serei melhor que ela. Pensar, esperar e jejuar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Lagoa.

No fim do mundo. No inicio do inferno. Um lugar lindo cheio de pessoas feias. Fungos grosseiros crescendo na humidade da cachaça, bebendo a musica dos porcos e gritando os dialetos das tribos anãs. Baseado preparado, quatro pra dentro e a mudança me abraça explicando a sua versao dos fatos. O calor é vermelho e invasivo. Me protejo. Minha vontade é escudo e os tambores de fora sao mais rasteiros que as sandalias ao meu lado. Que fiquem em baixo delas. Alienaqtor liga o laptop e o que sai dele afasta o som das moscas. Tenho que fechar os olhos pra ver o que vai nascer. Os graficos perfeitos, uma linguagem sem letras ou simbolos conhecidos. Tudo respondido e esquecido em milionesimos de segundo. Vi as grandes questoes se envergonhando, sendo desnudadas, expostas na sua simplicidade. E todas eram basicas e infantis. O tempo rasgou as regras.

domingo, 25 de novembro de 2012

Silent Spring.

 
Gosto de poucas pessoas. Bem poucas. Poderia morar numa cidade de espelhos. Me tranquei por quase dois meses e ja fiquei sem sexo mais de um ano. Ela chegou de carro e tentamos desaparecer. Faltam tres coisas interessantes para viver. Falamos sobre isso. Os que ainda estao comigo sao solitarios e minhas melhores conversas sao monologos. Nao me lembro quantos anos tenho. Nomes nao me interessam.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mulheres De Crumb E Cheiro De Chuva.

SESC.
 Pneumonia e stress. Fraco, tossindo e puto. Hora de tirar ferias, me recuperar e depois voltar com saude para fode-la novamente. Fui assistir apresentaçao de jazz na roça. Estado do Rio. Mulheres com bundas hiperbolicas e sorrisos junkie. Nao que elas fossem do tipo que acorda com pade na cara, mas sem duvida tinham a mente em branco como o mais extremo noia num dia apos consumir a colombia. Sao assim mesmo. Garotas de cidade pequena que curtem bandas antigas com o orgulho de um patriarca da igreja ortodoxa russa. Bebem mais cerveja que agua, ja treparam bebadas com meia cidade mas se voce perguntar sobre drogas responderao de nariz empinado: "nao preciso dessas coisas!!" Musica de bar, jazz de bar e conhecidos de anos com suas agora redondas barrigas e olhos amargos. Fiquei meio tonto e fui me sentar.
ESTRADA.
Enconto Marroquino e Souza. Pergunto se estao de carro. Estao. Partimos. Pra onde? Qualquer lugar que nao fomos ainda, sem pessoas por perto, sem chimpanzes com copos na mao tentando parecer humanos. Saimos pro fim do GPS, vimos coelhos, corujas, gambas, varias vacas dormindo e agua, muita agua no caminho. Paramos o carro no meio do nada e fomos olhar as estrelas. Quando voce mora em Sao Paulo ar puro vira luxo. Tres caras no meio duma estrada semi asfaltada chapados com porra nenhuma. E foi otimo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Alice.

CIDADE
Estavamos no estudio e os sons eram solidos e qualquer movimento era uma expressao grafica que iria me influenciar. Permeabilidade e sinestesia. Minha consciencia era minima e eu nao ligava pra ela. O computador ligado soltando musicas/esculturas me jogava no chao ou me fazia sair centimetros dele. Souza e Marroquino tambem tinham fumado mas eu era o unico que sentia aquilo. Deve ter relaçao com a minha quase overdose quando eu era traficante. Um traficante de cocaina que tentou vender maconha sem gostar de usar drogas. Praticamente cabaço fui comer o suficiente para uns quatro cigarros de boa erva. Tive alucinaçoes incontrolaveis e gritei de agonia e chorei imbecilmente no hospital. Entrei 21:30 e sai 19:00 do outro dia. Desde entao meu cerebro vem encarando THC como um super LSD e em tres puxadas cruzo facil a realidade comum para o outro lado do espelho. Fico inutil para tudo que nao seja o que sinto no momento. Ganho mil olhos espalhados pela pele e decodifico infinitamente o que vejo.
PRAIA
So havia experimentado entre quatro paredes ou a noite na rua rodeado pelo concreto vertical de Sampa.. Fumaça pra dentro. Depois ar da praia pra dentro. Seguro uns dez segundos e solto. Primeiro vai o ar da praia e depois a fumaça. Sempre nessa ordem. Chega a mudança. Mais rapido que com crack. Em pe sob a sombra de uma duna fui andar, ver como seria testar isso ao sol. Sem quase nenhum corpo o que me definia eram umas duas linhas finas e negras que nao tocavam a areia. Haviam partes do cenario dentro dessas duas linhas que eu era e os raios de sol me atravessaram. Isso no começo. Mais um pouco e vem o calor do sol. Cerro minhas palpebras agora de vidro e os raios se acumulam sobre elas. Ouro derretido. Litros de ouro derretido escorrendo pelo meu rosto feliz. Por ser branquelo nunca curti me expor mas aquilo era fantastico. Prazer absurdo mas diferente do prazer do ecstasy. Era como me integrar ao ambiente, tipo o Monstro Do Pantano, so que na praia.  Depois fiquei sentado olhando as ondas, o vento(eu via o vento quando ele aumentava de intensidade), e o resto. Em certos momentos a noçao que eu tinha de mim mesmo era a de ser uma mancha azul escura de tinta sendo espalhada aleatoriamente. O sol se foi e fiquei agradavelmente triste. Durante a janta tive a minha primeira larica legitima e inegavel. A comida mais gostosa da minha vida. Comi morrendo ate o tomate e eu nao como tomate. Dormi pouco mas bem e ao acordar parecia que todas as janelas estavam limpas novamente.


domingo, 4 de novembro de 2012

TOLERANCE.


                                         
PROCURANDO SEXO? FODA-SE. NAO SABE INGLES? APRENDA.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Truta.

Tem esse filho de bicheiro que divide o quarto com a gente. Trabalha recolhendo a grana das maquininhas caça niqueis pro pai dele. Quando chegou quis ver o que eu havia gravado e mostrei, so para sacar qual é. Pirou com a Ju. Disse que casaria com aquela deusa e bla, bla, bla minha linda. Ae contei: é homem. Tem benga. O QUE???? Indignaçao e incredulidade. O corpo da deusa virou a vergonha do mundo. O tipico mané homofobico de periferia. Mas quer saber? Saquei algo de passiva ali. A forma de olhar de baixo pra cima quase pedindo uma esmola de atençao. Ou pica. Agora volta e meia comento com ele sobre as minhas aventuras envolvendo homens e travestis ou homens e mulheres. Divertido o interesse dele, para um hetero-mano.Outro divide o quarto conosco, o Diego. Diego é homo mas nunca dormiu com a bunda quase toda de fora virada pro meu lado. Nada mais gay que um hetero.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nanquim No Chao Da Favela.

Dois caras do outro lado. Uma mao grossa saindo de um braço grosso colado num trapezio alto e marcado com espinhas e pequenas cicatrizes. O rosto de um ogro e o cordao de prata enorme. Alemao gostoso saia da boca grande que tentava colar na minha orelha. Eu estava sendo chupado pelos vizinhos. Glory hole. O ogro me segurou com força e eu disse: NAO! Desistiu. Essa nao era a fantasia naquele momento. Eu queria gozar atraves da parede. Fechar os olhos e ter todas as bocas que se escondem na minha cabeça. Passaram homens, mulheres, travestis e a minha prima com seus peitoes quando era gostosa. Tocavam rapido pra mim. Me dobrei e tentaram beber o que nao se perdeu pelo chao ate eu gemer para pararem. Na mesma cabine um amigo se divertia com o ogro rejeitado e seus parceiros. Eu olhava. Fantasia voyeur. Esse meu amigo é bonito. Corpo legal sem ser barbie. E bem branco. Os outros tres eram grosseiros e perto dele, grotescos. Viloes de Druuna. Eu era a plateia privilegiada, ja tinha gozado e ver aqueles quatro como personagens perdidos de um conto de fadas para adultos era melhor que uma plantaçao de bundas tamanho 105.

Coisas.

Estou com dois amigos no meio de rua. Eles tentam uma ereçao botando a Carla, nossa puta de estimaçao, pra chupar. Otima profissional. Sampre topando novidades. O meu ja ta reto e nao joguei um real na foda. Vou gozar com a grana dos outros. De novo. Pode passar carro ou cair um boeing. To dando risada so por estar aqui. Faço a minha parte, disparo no ar e Marcos comenta algo sobre o meu estilo. Num motel com quatro amigos  uma puta que diz ter sangue koreano. Grandes merda. L vai metendo nela como ator profissional, eu fotografo os detalhes da cena com os olhos e os outros tentam se acalmar. Gente timida. L  me chama para fazer uma DP nela. Sem chance. Eu ainda sou muito hetero e otario.Chega a minha vez e o tempo perto do fim. O pessoal do motel nao sabe do grupo no quarto. Entrei com um colega no porta malas. Bando de duros excitados. Ataco a bunda da garota como o Flash depois de dez ritalinas. Diego me chama de coelho tarado. Minha mae esta fora e vou dormir na sua cama de casal hoje. No escuro movo minhas maos e vejo raios, luzes coloridas e varios efeitinhos recreativos. Totalmente sobrio.  Essa cama grande so pra mim. Toco a punheta mais longa da miha vida. Fui mexendo nele devagar. Muito devagar. Lance tantrico/zen que resultou num super gozo. Durmo. No meio da sala e a T.V ligada. Tem uma gostosa rebolando e eu esfregando meu penis de 5 anos de idade. A Dona Carmencita nem estranha mais. Nao sei o que sinto exatamente mas é bom e vou continuando. Minha avo faz uma cara engraçada. Parec estar gostando de me ver assim. Me manda parar e da um tapa na minha mao. Nao doeu mas eu parei. Aproximadamente tres da manha e me escondo nas sombras. Gente passando la fora e se virem que invadi a igreja nao sera divertido. Ao menos pra mim. O grupo se vai e derramo dois litros de gasolina sobre o taxi. Os primeiros fosforos se apagam mas aquele ultimo trouxe o fogo e a luz. Fiquei exposto. Corro e corto meu pulso pulando o muro. Ando acelerado e la atras o guarda noturno apita. Foda se. Na avenida principal ninguem vai suspeitar de um jovem bonito e bem vestido. Uso bem a utilidade dos estereotipos. A boca dela é pefeita. A travesti sem peitos e de rabo empinado. Geral olhando e se espantando com nossos beijos. Ela adora. Elas sempre adoram. Policia vigiando. Da pra notar que se ninguem vigiar vamos foder ali mesmo. Nos encostamos num caminhao perto duns mendigos bem falantes. Meto porque nao conseguiria me comunicar de outra maneira com ela. O rapaz poderia ser hetero skatista que ninguem notaria. Nao peguei seu pescoço com força pra nao marcar. Ele tem namorado e chupa bem. Atacou rapido de mais a cabeça do meu pau mas manda com eficiencia. Enquanto trabalha ajoelhado presto atençao nos seus antebraços. Bonitos. Mais um cenario de pesadelo mas estou tranquilo. Gozo na sua boca e ele cospe. Merda. Nada me incomoda. O mundo se quebra, se separa, se contorce, brilha e nao perde o sentido. Dançarinos na pista do proprio suor sob as bençaos da quimica. Sou Buda e o meu sorriso é o sol.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Saia Do Onibus E Va Andando.

Quando tinha quinze anos roubei a a bicicleta de um estudante desconhecido e sai da escola com ela, rumo ao Rio. Morava em Campos Dos Goytacazes. Uma cidade cinza, feia e sem vida. Buraco perdido como varios outros. Tem quem goste. Eu nao. Tava com o saco cheio e roxo de apanhar da minha mae, aturar a histeria violenta da minha casa, dos olhos opacos de todos os idiotas pomposos cheios de futuro. Ja sabia que eu nao teria nenhum e queria abraçar com orgulho meus fracassos. Era a hora de começar. Lembro de me inclinar pra frente nas descidas da BR quase caindo da bike. Lembro do vento na cara, da paisagem verde brilhante com montanhas ao fundo, do sol muito dourado irritando deliciosamente a minha pouca tolerancia a luz e dos carros passando ao lado com seus passageiros  curiosos sobre aquele garoto perdido e risonho correndo na estrada. Parava perto de alguma arvore e pegava os biscoitos comprados com a grana que havia ganhado do pessoal do bar em que tinha passado a noite contado mentiras e verdades. Deslizava o momento pela lingua. So esses momentos me dizem algo. Liberdade funciona assim.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Antes Da Febre.

Havia tomado uma bala nova ha mais de cinquenta minutos e agora que ela me masturbava começava o efeito.  Toda minha pele agradece mas o pau fica nem ae pro mundo. Nao ia dar para come la e meu dedo ja etava todo no seu cu. De cara o alvo era a boceta mas ela me parou e disse: Ai é so pro meu namorado. Ele sabe que voce ta aqui? Magina! Nunca vai saber. Ok. E atras? Atras pode. Problema do namorado dela. Ela abaixa e me chupa. Sua amiga chega junto e me chupa tambem. Nao aguento e puxo meu amigo. A boca de um amigo na minha e duas desconhecidas no meu pau confuso. Atras de nos a cama enorme cheia de curiosos preguiçosos. Elas sobem e os quatro se beijam. O amigo da garota fiel chega puto com sua propria incapacidade em encontrar  uma pica e a arrasta aos gritos pelo corredor. Shazam! Um garoto de 19 anos e aprendiz de maloqueiro me agarrando e me chamando de carioca lindo enquanto subo o talvez decimo segundo pico do meu orgasmo total pelo estimulo da musica + telao + qualquer merda que pudesse tocar meus sentidos. After. Primeira vez naquela. Eles olhando. Elas olhando. Fodam se.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Vira Latas.

O garoto meio menina joga passinhos na pista e tenta sua cara mais atraente. Ta sonhando em ser fistado por algum morto vivo ator de propaganda de pasta de dentes. Tem a boquinha lisa de uma adolescente. Disso eu gosto. Adoraria ser branco como eu ou esquentar a bunda com a porra de um branco como eu. Sexo é parte da festa. Ela inteira rola principalmente em pontos menos explorados ou expostos. Quer me fazer feliz? Morra na minha frente. Morra por mim sabendo que nao vai acordar depois de tres dias. Prazeres de museu. Quanto mais exclusivo maior sera meu sorriso. Alguns segundos valem a vida.Quer me comprar? Se venda pra mim, pelo preço que eu quiser.

sábado, 25 de agosto de 2012

Pes + Vodka + Joy Division.

Cheguei no seu apartamento e nos reconhecemos. Nao era idiota ou aberraçao. Tinha gosto legal para arte e era educado. Quer beber algo? Vodka. Trouxe. Um shot inicial. Sento numa cadeira e ele no chao, no meio da sala. Fico com o laptop e procuro no youtube por Joy Division. Hum. Album completo. Play. Ele segura meu pe esquerdo. To de tenis mas nao liga e o olha feliz. Acaricia e cheira e beija a caixa do calice sagrado. Desamarra e tira com cuidado. Tem a meia. Mais veneraçao. Morde meus dedos cobertos. Agradavel. O pe que so se fode sendo tratado como divindade. Sai a meia e a alegria na sua cara era obvia. A criança encarando pela primeira vez uma arvore de natal completamente iluminada. Olhos brilhantes. Chupava meus dedos com paixao, as vezes como quem chupa um pau e outras como quem engole faminto a uva mais gorda e doce. Esfregava meu pe no rosto da mesma maneira que eu ja fiz em bundas, peitos e bocetas. Vodka. Quer que te amarre? Vai la, pode ser legal. Pegou a corda e amarrou meu pescoço, passou pelas minhas costas e terminava prendendo minhas pernas. Nos braços usou fitas de couro. Deu tapinhas pelo meu corpo tipo enfermeiro preparando a carne pra dor. Eu nem sabia direito seu nome. Passou suas maos pelo meu pescoço e cobriu meus ouvidos com fones. Fechou as cortinas e tampou meus olhos com meu bone. Joy rolando. Instinto. Sabia que nao seria machucado. Sabia que apesar da situaçao eu estava no controle. Mesmo com a ponta de uma faca quase entrando no meu peito eu estaria bem e tranquilo. Vodka. Sua boca engolia meus dedos e tambem poderia ser uma boceta ou o corte aberto numa barriga. A ultima coisa que o prazer precisa é de definiçao. Quente pelo alcool. Quente pela lingua passando na sola. Meu PÉ/DEUS. Nao via ninguem e acenava pra uma multidao de idolatras la embaixo. Mantenham a fé, façam suas oferendas e serei bom e justo. O CD acabou. Aviso e começa outro. Se passaram duas horas. Pé direito.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fotofobia.

Quase todos eram zumbis procurando gozar num semi paraiso cheio de sussurros e vigiado por caes risonhos em viaturas paranoicas. Quase todos queriam se sentir uma mulher indefesa erguida do chao pelo caralho de aço quente. Esperavam o estupro que joga na inconsciencia e depois acordar puros e impecaveis. Vira latas de olhares suplicantes. Viados passivos tentando preencher o nada pelo cu. Passo por um casal parcialmente escondido por galhos e vejo a peruca chanel sendo enrabada. Homem vestido de mulher empinando a bunda magra, branca e imperfeita. Paro e abro meu ziper. Se aproximam os fantasmas famintos, feirantes, ambulantes e pedreiros. O qualquer termina com a travesti espantalho. Ela me ve de pau duro. Quer tambem? Pergunta. Chego, ela toca o chao com os joelhos ja sujos. Sou chupado. Depois se vira e meto. Simples e sem palavras. O som do meu corpo batendo no quadril seco. Nao existem caricias ou perguntas. Acabo rapido. Nunca demoro quando nao quero demorar. O minimo de luz. Arvores e tesao sem forma. Alguem com bone fodendo uma replica. Grupos se masturbando em silencio e varios fazendo ponto no escuro esperando o milagre do semen. Outra trava me chamando. Uma india grosseira com meia barriga pra fora da roupa. Fugitiva de algo que nao deu certo. Paga um boquete agradecida e quando enfio pede para puxar seu cabelo aspero. Gozo. Encosto numa arvore e percebo que minha garganta vai inflamar.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Nao Pare.

Sem perceber voce transa num espaço minusculo e ela geme sem se importar com quem passa. Voces terminam e tu ve mulheres com leite condensado nos seios. Elas se lambem e voce entra no jogo. Fica com outra na sacada e mais casais se pegam. Praticamente todas quase sem roupa. Duas olham para voce e dizem: que careca gostoso, vamos chupar ele? Outra noite e outra festa no mesmo lugar. Aniversario da casa. Um homem nu passeava usando a classica fita preta nos olhos tirada de Blade Runner entre duas garotas que se pegavam num sofa no meio da pista. Brincavam de dançar como serpentes e a plateia tirava suas conclusoes. Em outro canto uma mulher estava sendo pendurada por cordas. Nua e recebendo cera pingada de velas pelo corpo. Os fotografos competiam por melhores angulos.  Duas loiras se aproximam e me chamam para beijo a tres. Beijos, amassos e so. Fraquinhas. Posers de balada hard. Paro num ponto mais escuro e presto atençao na musica. Eu comigo. Noto o cara mais pegavel do local (depois de mim) fazendo o mesmo. Me olha rapido claramente na duvida sobre as minhas preferencias. Saio de la, ele sai, ele volta e chego para quase me quebar com ele entre as grades de uma cela.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Don't Look Back In Anger.

As vezes quero beijar alguem na boca. Sem motivo algum. Homem, mulher, travesti ou tudo ao mesmo tempo. Parece idiota mas esse é o meu conceito de amor. Ate pouco tempo atras ainda achava estranho uma garota feminina curtindo uma mais masculina ou um rapaz estilo hetero pegando um outro nao tao masculo. Ja tive medo de drag queen e a primeira vez que fiquei com um cara imaginei a boca de um cachorro e pensei que nunca mais ficaria com outro. Mudei pra caralho. Tenho orgulho de ser bissexual, saber curtir drogas e ignorar a lei quando me convem.  Daqui 150 anos ninguem que ta respirando agora estara vivo. Ninguem.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Augusta Com Consolaçao.

O cara entrou em contato logo depois que eu havia tocado uma. Isso me irritou. Alguns minutos atras eu la, doido para meter e quando nao quero, alguem me procura querendo me dar. To nem ae que a pessoa nao tem culpa. Ele estava em Sampa, excitado e insistia em me chupar. Eu contei que tinha gozado. "Mija na minha cara?" Hum. Certo. Nao quero trepar mas mijar em quem me aborreceu pode ser mais divertido. Desci   a Augusta e cheguei no hotel. Garoto simpatico. Nada afeminado e namorava uma carioca. Uma namorada que nao sabe de nada dessa sua outra vida. Porra, me amarro nisso. Bebi umas tres garrafinhas dagua e fui quando eu quis. Ele se ajoelhou no box me olhando ansioso. Pensei nele beijando a otaria e nao resisti: Me Chupa! E foi. Bom boquete. Pensei  em mijar mas a agua nao saia. Foda se. Outra garrafa. Nao me importava se essa demora seria agradavel para ele. Tirei umas fotos. As vezes fotografar é como sexo. Geralmente melhor. Ajustei o foco. Experimentei o ISO. A agua saiu. Mirei no peito descascando de praia e fui subindo pra boca. Parecia que estava se afogando. Sem reclamar.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Nihil.

Geralmente so saio do quarto por que tenho que conseguir dinheiro para comer. Por mim, nao sairia. Quase todas as pessoas, se nao me irritam com opinioes rasteiras, me causam tedio. Com poucas frases um idiota qualquer ja pode fazer a minha pele coçar ate rachar. Conforto é na cabeça. Tem um cara, provavelmente meu melhor amigo, que nao trepa faz uns quinze anos. No minimo. Ele é gordo, barbudo e doentiamente branco. Escolheu assim pelo mesmo motivo que eu. Nao vale o esforço. Nada vale. Niilismo nao é uma merda, merda é nao ter a coragem ou estar preparado pra desistir. Se eu tivesse grana como ele passaria a vida me drogando, jogando o video game mais foda do momento e me masturbando. Talvez comprasse uma gata angorá e mandaria castra la. Gatas castradas me acalmam e as angorás sao realmente lindas.  Outra opçao é o suicidio. Chego perto de ter ataques epilépticos  quando escuto que o dificil é viver e que a morte é uma saida facil. Me contenho para nao rasgar com abridor de latas a cara dos palhaços que dizem isso. O ato de tirar a propria vida é para os realmente grandes. Tu tem que ter bolas. Bolas gigantes e peludas. Excluo completamente babacas religiosos que se matam pensando em paraiso e virgens. Os bons se matam porque entenderam que o jogo perdeu a graça e decidem sair de cena. Eu, por enquanto, vou lavando o chao com porra e palavras inuteis. Preciso me esvaziar mais.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Elas.

Elas eram lindas. Plasticas e loiras. Limpas e ricas. Modelos ou filhas de grandes empresarios paulistas. Passando por mim e eu era o ponto de interrogaçao no paraiso. 500$ para entrar. A grande esperança de me purificar do povo e das ruas inevitaveis estava ali. Nao aguentei sessenta minutos. Subi pela Augusta com cheiro de perfume fino na roupa. Senti nojo de mim. Andava e ficavam pedaços de pele. Encontrei a salvaçao numa esquina, inclinada na janela de um quem sabe cliente. O carro foi e eu fiquei. A mosca e o açougue sujo. O silicone deformou seu rosto. A maconha estufou sua barriga. A cocaina fazia seu nariz escorrer. Eu nao me sentia melhor com ela mas precisava me deitar numa banheira de acido.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Plastico.

Nao nos tocamos mais. As vezes lembramos de sons, cheiros ou gostos.  A ultima vez que realmente senti algo foi em um sonho. Parece estranho mas durante os sonhos as cores sao fortes, exageradas e tangiveis. Preciso de morphina para respirar. Posso dormir em qualquer cama. Posso comer em qualquer chao.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sim.

Chega um ponto em que se auto destruir cansa e te aborrece tanto quanto tudo. Sei que agora estou maduro emocionalmente para matar alguem. Me sinto incompleto. Humanamente incompleto. Nao é por odio ou raiva do mundo. Isso é para os psicoticos. Quero saber como é tirar uma vida, sem pretextos de honra, moral, dever ou as desculpas basicas usadas para encobrir o medo. Passo por possibilidades nas ruas. Nos bares. Nas baladas. Puteiros e escritorios. Geladeira cheia. Quem escolher? Quando? Vou respeitar meu tempo. Sem pressa. Sem pressa.

sábado, 7 de julho de 2012

Ar.

Eu conversava com Daniel quando ela gritou da escada que pegaria meu dinheiro, me xingou de novo e correu para nosso antigo quarto. Sabia que daria merda. Sempre dava e ela gostava. Pedia desculpa, ficava excitava e ganhava seu sexo. Pedi ajuda ao zelador e fui tentar minimizar a possibilidade deu ser mandado pra cadeia por assassinato. Eu ainda a amava mas naquele momento festejaria sua morte. Estava doente do seu ciume, das suas tentativas de me controlar enquanto se esfregava com as pernas abertas em postes por universitarios e advogados. Pegou minha mochila e berrava que o que eu tinha era dela, que aquele quarto tambem era dela e que eu era o maior filho da puta que havia conhecido. Encontrou a grana numa gaveta. Panico, odio e cegueira. As notas de 50$ em suas maos e os palavroes na sua boca. Os moradores da pensao ouviam e se encolhiam. Vergonha. Ela havia se mudado para o quarto do amante ha uma semana e mesmo assim atirava na minha cara: esse quarto tambem é meu! Meu! Meu! Chega. Segurei seus braços e caimos na cama. Abracei a. Dificil definir aquele momento. Eu nao era um, era a pele na pele pedindo calor e o desprezo que sente quem ve as cenas da traiçao que sofreu serem exibidas num estadio lotado. Ela se debatia sem controle e eu tinha certeza que seria nosso ultimo abraço. Me lembro dos chutes que levei. Me lembro do sangue escorrendo da minha canela que nao queria se defender. Me lembro do alivio que so vem quando voce sai de baixo de toneladas de lama e dias desperdiçados.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Primeira.

Havia uma loira fantastica pelo centro de Campos que diziam ser operada e eu nunca havia metido num cu, ainda mais cu de homem. Querendo ou nao, tecnicamente, traveco é homem. Marquei com  um amigo mas ele furou. Coisa comum naquela epoca. Fiquei puto. Coisa comum ate hoje. Peguei onibus e parei por la. Perguntei ao vigia sobre a figura. Vi nao. Ninguem por perto alem duma trava maior que eu, negra, bundao e feia pra caralho. Alem de ter voz mais grave que a minha, o que nao é grande dificuldade encontrar, mas humilha mesmo assim. Tu viu uma loira linda e operada fazendo programa por aqui? Menino, ela nao é operada. Nao teria dinheiro pra operar. Ela é pobre. Po-bre! Mas voce é bonitinho sabia? Nao quer se divertir comigo?? Nao. Me afastei, rodei e rodei e cansei de procurar. A trava gigante me chama de longe e eu, com raiva e tesao, me aproximo. Ela passa sua mao enorme e aspera sobre a minha calça. Cresceu. Por que? Tesao por situaçoes novas, mesmo que desagradaveis, é a melhor resposta. Quer ir ali comigo? Ok. Bora la. Onde é que é? A gente pode se conhecer na entrada do hotel que to ficando. Ao lado da escada, muito escuro para ver com muita clareza mas o suficiente para entender tudo. Botou as tetas pra fora. Eram  furunculos negros com cicatrizes fortes ao redor. Alguma cirurgia de quintal ou marca de ritual para religiao com galinhas. Chupa meu peitinho. Recuei a cabeça. Pensei em vomitar. Ela viu minha disposiçao e parou com a ideia. Foi abaixando no escuro e me chupou. Olha, o primeiro boquete que voce ganha de um homem nao da para esquecer. Nao da para nao comparar com o de uma mulher. É bem acima da media de qualquer boceta. Ela levantou e eu disse: vira ae, quero meter. Instinto é foda. Maior escuro, bunda preta e cu invisivel mas foi direitinho. Deu para escutar a resistencia da merda e aquele podre subindo. O vomito chegou na garganta e engoli. Fodi no inferno. Gozei num morto.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Niteroi.

So o que vem de mais, sobrando, transbordando num exagero capaz de me fazer querer dormir por dias seguidos vem me interessando. Nao sei se isso tem volta. Creio que nao. Talvez quando eu estiver morrendo e me sentindo comum nivel funcionario publico. Bocetas. Esses mini monstros cuspidos por Lovercraft tomam 40% de tudo o que eu penso des dos 14 anos de idade. Flutuam antre nuvens e descem para me abduzir. Correm entre carros gritando meu nome. Qualquer prato que como tem um leve gosto ou cheiro de boceta. Um dos meus maiores sonhos é derrapar por um tobogan boceta me molhando e se der ate me afogando. Era tarde cheia de sol e minha vontade era basica. Alguma grana no bolso e vou procurar mel. Um apezinho feio, escuro, cheirando mal e com garotas semi nuas por preços sorridentes. A primeira chega perto e tenta se vender. Olho praquela bunda grande e bem feita. O cerebro para. O pau cresce. MAIS! MAIS! MAIS! Voce curte mulher? Sim. Tem alguma amiga aqui que tambem curta? Sim. Aquela ali. Quer que eu chame? Num quarto minusculo, sobre uma cama ainda menor, a grande bunda redonda masturbava a pequena bunda empinada e eu me masturbava olhando. Abri duas pernas e Cthulhu apareceu pra mim. Mergulhei e nadei no aroma. Chupava e era chupado. Chupava e fodia. Fodia e tomava tapa na cara. Meti a lingua no cu da menor procurando entrar em alguma cidade perdida, esqueci de respirar e quase apaguei. Suor. Dos tres. O tempo combinado passou mas elas nao paravam. Pouca gente sabe foder. Elas sabiam.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Base Jump.

Crianças fumando. Meninas de 12 anos com saias na metade da bunda em formaçao. Deliciosas jovens bundas em formaçao e o chinelo velho fodendo tudo. Em baladas é imperdoavel. É pobre? Desculpa de merda. Entao nao va, fique no barraco fazendo as unhas. A decoraçao suja que nao devia estar la. Funk corroendo meus timpanos e tedio. Era para ser mais podre, com bundas cariocas engolindo todos os objetos levemente cilindricos. Que nada. Casais e chapadas quicando no nada que deveria ser pau. Ali, fingindo nao me olhar, uma garota esbelta, mas agradavel de ver. Mulher mesmo, do tipo sem pica. Cada vez que a musica gritava algo como "na buceta" ou "enterra nela", maos para cima na animaçao de quem espera foda. Encostei por tras e dancei com ela praticamente no meu colo. Morro song é pra isso. Ritual pré gozo. Saimos do baile na procura de sombras discretas. Ou nem tanto. Paramos na praça cheia de gente ao som de forro. Nao tava dando, os dois queriam meter. Outro canto e pau pra fora. Ela me conta que a milicia local, se soubesse do nosso nivel de despreendimento moral, mandaria que me tirassem da favela, devidamente ensanguentado. Deu mais tesao. E eu tinha compulsivamente que ver aquela boceta. Toca la e, se possivel, lambe la. Quando voce mora em Sao Paulo acaba se assustando com a grande quantidade de pelos daquelas mulheres. A maioria parece nunca ter descoberto a depilaçao. Mas as cariocas sim. Podem ter o comportamento mais tosco do Brasil, mas sacam de putaria. Abriu a calça e fez um pouco da minha alegria. Hora de avançar. Nao ali. Partimos para a casa dela. Tio bloquendo a possibilidade de entrarmos. Subimos pro telhado e ela sentou sobre a tampa da caixa dagua. Sem boquete, puxo sua calcinha e pau dentro. Se alguem tocava uma, nos vendo da janela do sobrado vizinho ou mesmo da rua, isso nao tinha mais a menor importancia pra gente.

sábado, 16 de junho de 2012

Podre e Bom.

Milhares de pessoas nas ruas procurando algo que nao haviam encontrado nas ultimas horas. Começou de manha e ja era noite. Aqui e ali gritos alcoolizados  iluminados pelo helicoptero da policia que vigiava possiveis disturbios maiores. Eu tinha sido levemente masturbado enquanto o sol  ainda estava la para atrapalhar a verdadeira festa. No Rio seria possivel. Em Sao Paulo existem curiosos de mais. Pra mim, ja deu.  Pensao e um pouco de sono. Diego chega. Se divertiu bem. Bebeu como nunca e estava feliz. A felicidade alheia nao é a mesma coisa quando voce ta cheio de porra no saco. Diego joga a dica e vou atras. No caminho passo por uma praça. Dezenas de pessoas reunidas no escuro. Entendi imediatamente e fui ver. No meio de homens pobres, mal vestidos e toscos, uma travesti. Nao sei se eram verrugas, espinhas ou algum outro tipo de erupçao, mas tomava boa parte do seu rosto. Pensei na bruxa do mar, do Popeye. Um negro nervoso a comia por tras, como rato gigante desesperado, no cio e fodendo o queijo. Alguem berrou: Sou o decimo quarto! Outro: Ela gosta de negao! Ta na minha vez! Uma boneca de bigode loiro parou bem perto. Ela: Voce ja gozou hoje? Eu: Ainda nao, vou rodar e volto depois. Na saida da praça vejo uma forma feminina capaz de crescer pau de viado. Curvas exatas e bunda tirada de um sonho degenerado. Chamaria atençao no hagnarok. O rosto? Imagine um cara que tentou moldar traços de mulher sobre barro grosseiro usando ferro de passar roupas. Por ai. O prato exotico da noite. Olá. Olá. E tentamos nos divertir numas casinhas ali mesmo. Ja estavam ocupadas e na area aberta tres travas ajoelhadas engolindo as rolas de figuras escuras com bones tampando as identidades. Cheiro de merda, porra e cerveja. Viram a carne loira que estava comigo e foram pra cima. Quando ela começava a passar a lingua no meu pau tivemos que sair de la. Pobre nao tem muita educaçao em bacanal. Saimos e fomos parar numa rua quase deserta. Me chupava e eu via aquele traseiro como o ideal sexual de todos os pedreiros do mundo. Grupos de amigos passavam perto e ficavam loucos. Eu metia e metia e metia no rabo maravilha. Ela abria as pernas e gritava tentando parecer atriz em produçao para quase surdos. Gozei. Gozaria em qualquer criatura com aquele cu. Humana ou nao.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Depois Da Av. Paulista.

Virgem. 18 anos e falando sem parar. Sem parar e como uma adolescente de 15 empolgada por estar indo numa festa diferente. Alta e com voz agradavel. Iamos numa balada S/M. O que eu faria com uma virgem la? Nem eu sabia direito mas queria ver o contraste de mundos. Talvez um contraste aparente. Ser a primeira transa dela passou varias vezes pela minha cabeça assim que nos encontramos. Ate entao era so como bater papo com um elo perdido pelo telefone. Mas sexo e sangue e dor e relamaçoes nao sao a minha ideia de boa experiencia. Melhor aguardar uma outra oportunidade. Mentira. Come la numa casa de fetiche seria fantastico. Escutar gemidos adolescentes, de dor e excitaçao, provavelmente traria inspiraçao para eu pintar umas tres telas de 1,60 x 2,00, escrever uns cinco textos e gravar um media. Mas sei la. Tem algo em mim bem antiquado. Um tipo de codigo que so quebro em estado de total desespero. Nao traio a confiança de quem tem potencial para uma vida acima da media. E a garota esperava que eu nao fosse um cao babante no cio. Eu era, mas me controlava. Muito. Apresentei a casa e desfiz da sua mente o fogo e enxofre que haviam vendido. Espalhados haviam grupos se divertindo com caricias e cera quente. Uma mulher em trajes orientais chicoteava um mascarado na teia de ferro.O Senhor Da Festa passeava entre nos, observando e interagindo. A jovem nao piscava. Permeavel e com fome. Eu disse: vamos pro banheiro? Vamos. Segurei sua cabeça e beijei sua boca. O beijo nao encaixou de cara. Nao ligamos e tentamos outra vez. Foi melhorando. Ela olhava para mim como algo novo tentando se entender. O tipo de olhar em que esta escrito que por tras daquelas pupilas dilatadas tem muita coisa rolando. Casais gays entravam e se trancavam. Tirei bem pouco da sua roupa e botei sua mao por baixo da minha calça. Um moreno sem camisa queria se juntar a nos. Sem chance. Ela era minha. Barulho. Voce sabe que som é esse? Nao. Um cara chupando o outro. Outra vez aquele olhar. Morderia devagar seus pensamentos e duvidas. Nao transamos e, no fim, ainda foi bom. Tive que tocar tres quando cheguei am casa.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tang Num Copo De Sundae.

Beleza. Voce mete em tudo levemente humano, experimenta quase todas as quimicas que podem te fazer gritar AMÉM!, passa a lingua em superficies higienicamente questionaveis e sofre com odores agressivos como o tempo. Nao tenho muita certeza se saí mais sabio disso mas nao tenho duvidas que agora eu trocaria 70% das minhas chafurdaçoes sexuais por um X-Box 360 e quinze jogos. Procurando opçoes alem do corpo frio na banheira quente acabei reencontrando a pele. Brincadeiras com ela. Aperte aqui e eu fico puto. Massageie ali e veja o Socrates* se empolgar. Legal que pele é um orgao exibido e praticamente onipresente. Da mais de 1,83m de possibilidades. E o mundo inteiro trocando fatias gordas da vida por fodas alheias e oraçoes por ninguem em butecos sem utero, teimando que tesao é pau, cu e boceta. Que dia a dia merda dessa gente. Eu passo. Me toco, faço que me toquem e vejo no que da.
*Socrates é o meu apelido preferido para o meu pau.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Arvore.

Eram aproximadamente 20:40 e eu parado, vigiando uma das entradas do Skol Sensations. Garganta pedia arrego, implorando para eu esquecer aquele trampo escroto que me pagaria sessenta e poucos reais para eu ser uma estatua estupida ate seis da manha. Sinto muito mas ja passei da fase de me fuder por tao pouco. Skol Sentations. Há. Uma enorme festa para crianças com dinheiro e com dinheiro ou nao crianças sempre se espantarao com festas de verdade. QTA. Andei orgulhosamente do Anhembi ate a Liberdade. A Liberdade ta parecendo mais uma prisao e naquela noite a novidade seria a satisfaçao pela dor. Drogas e sexo vem saturando rapidamente. LÁ: À mesa com a criatura mais proxima de um cenobita clivebarkiano que conheci e seus amigos. Eles conversavam sobre o jantar, proximos eventos e sutilezas da carne. Eu observava, esperava meu prato e tentava aprender. De tempos em tempos desviava a atençao para um ou outro contorno sexy que subia a escada. Musica de verdade. Jantei uma otima massa, sai da mesa e andei entre os frequentadores. Uma loira nua se encaminhava para o banheiro levando tres na escolta. Fui atras e assisti ela se servindo para dois. O cara barbudo sem camisa que a pegava de quatro gritava: Sou gay e como mais mulher que hetero! Meu pau ta abaixando, botem as picas pra fora!! O clima era agradavel mas nao me excitava, mesmo quando um observador começou a me chupar. Ainda era sexo basico e eu nao estava ali para isso. Voltei. Fiquei com um moreno de boa pegada e pedi para ele derramar cera quente em mim. Pingava nas costas e ao passar pela coluna veio uma ardencia forte. Vi duas garotas fazendo o mesmo num sujeito. Usavam gelo na brincadeira deles. Uma sacou o meu olhar e se ofereceu para curtir com a gente. Ela com duas velas, me dando um banho de cera derretida. Ele, apertando a minha cabeça e me beijando. Agua pelas costelas, do gelo que aquecia. O frio de cara aliviava mas rapidamente servia para explicitar o calor. A garotinha tinha pernas agradaveis e segurei numa delas para extravasar. Menina sadica. Se amarrava na agonia alheia. Cansei daquilo e joguei: voce ja chicoteou alguem? Nunca. Quer tentar? Sim. Me segurei na teia de ferro e veio a primeira. Empolgada ela. Batia, batia e queria de novo. Queimava. Olhei em seus olhos e perguntei: seu braço esta cansado? Voce parece tao fraca. Me deu um tapa na cara. E outro. E outro. Caralho. Tava foda. Naquele momento eu quebraria seu pescoço e aparentemente as pessoas notaram. Controle se Fabricio. Controle se. Mais um na minha cara e eu explodiria. Segurei sua mao. Nos sentamos. Falar para acalmar. Fiquei com tesao e nos baijamos. Vontade absurda de arrancar seus seios com meus dentes. Como uma mulher com tanta raiva podia beijar de maneira tao macia? Me excitei. Sua namorada veio e foram embora. Fui mijar e no caminho uma deliciosa de micro short preto e piercings  na bochecha fez contato. Puxei a, chupei os peitos e enfiei os dedos naquela bunda branca e dura. Era manha.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Crianças E Black Jeans.

Geralmente apenas saio para me esquecer. Quando estou de saco cheio da minha onipresença moral e analitica. Noites que eu quero vomitar todas as palavras que me definem e naquela eu era o sujeito mal encarado transpirando enfado no corredor escuro. Odiando o som pop-rosa e glace. Xingando baixo a felicidade liquefeita que descia da rampa, como uma enchente de lixo fluorescente saida de um video adolescente. Um cara loiro de uns 19 anos, provavelmente o segundo mais pegavel da festa, veio com olhos de fome e chegou para dizer algo. Falar é para vendedores. Labios macios de mais, ate para mulheres. Era argentino. Detesto quando o pau do cara cresce e ele tenta brincar com isso. Nao gosto de pau. Chega. Show idiota, risadas, vontade de mijar nas bocas abertas, de ve las procurando oxigenio   e pedindo para eu parar. Tem uma forma feminina esfregando sua saia no cercado da area vip. Quase da para ver sua bunda. Os seguranças nao param de olhar e meu coraçao acelera. É o sinal. Voce esta com alguem? Nao? Se desse para transar ali. Mas nao curtiria nem um pouco ser tirado de cima dela e aumentar o pastelao GLS. Vamos subir? Sim. Lounge. Vai me chupar aqui? Claro. Quero comer seu cu. Ainda nao. Ela fazia o meu tipo preferido. A completamente sem vergonha. Me chupava e pegava na calça do curioso mais proximo. Ela tentou mas nao era ela que ele queria. A boa menina entendeu, levantou, segurou a nuca dele e ele veio. Alternar possibilidades tao diferentes me leva para lugares melhores. Lugares que eu mataria para nao ter que deixar.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Banho.

Em pé. O calor é intenso na nuca e diminui enquanto a agua termina seu caminho nos meus calcanhares. Tenho exatos dez minutos. Todas as vezes sao exatos dez minutos. Graças ao timer. Pego essa esmola e a expando mentalmente em meia hora. É o que tenho e é o que faço. Passo os dedos pelo corpo procurando a perda de algo, mas esta la, preso no vapor e rindo do frio. Ta tocando Even The Spirits Are Afraid. Tons pasteis, um pouco de azul ultramar,  vinho e linhas sinuosas pingando na minha testa, correndo e se desenhando pelo pescoço como um mapa sonoro traçando madrugadas flutuantes e olhos brilhantes. Cravo as unhas sob o saco e acordo preso em frases feitas e livros gritando mofo. É uma pressao sufocante e familiar. É o utero sob medida para gozar e provar a propria porra. A musica acaba, a agua esta fria e meu pau quer uma resposta. Respondo e levo o tempo para se preparar miojo. Agora é torcer para um morador pisar nos orfaos, escorregar, ganhar uma grande e beiçuda boceta na tempora e dar liberdade a alguns litros de merda.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Experimentando Salvia Divinorum.


Nao foi a coisa mais maravilhosa do mundo, mas foi interessante. Um cha para voce substituir a camomila da vovó.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pensao Para Homens Solteiros Aluga Vaga.

Quando voce paga pelos primeiros trinta dias, recebe a chave do quarto, um gancho para prender no teto e uma corda aspera e grossa com uma das pontas ja devidamente preparada. Todas as paredes sao encardidas com a fumaça de comida feita em pequenas panelas velhas compradas em promoçao, arranhadas por muito uso e opacas por falta de algum cuidado feminino. Nessas paredes existem frases soltas do mesmo contexto duro e incompreensivel para quem é exposto a luz do sol por mais de meia hora por dia e nao respire utopias ou desculpas mofadas. Depois da meia noite algumas pernas secas como madeira velha marcam seus roteiros em pisos quebrados e tacos soltos. Cada morador tem uma formula pessoal de auto preservaçao e agoismo de trincheira. Suas melhores conversas sao monologos criptografados e uma bala na cabeça tem tanto significado quanto cortar as unhas dos pes. Soltam entre os dentes nomes de mulheres perdidas enquanto lavam com o ultimo pedaço de sabao barato roupas que perderam a cor. Assim que o mes acabar pagarao por outro e desaparecerao novamente em lençois manchados, como polvos na carcaça de um navio da segunda guerra.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Coisas Do Pantano.

Se tem uma coisa que os paulistas sacam tanto quanto fazer dinheiro, é tirar o maximo de cada droga que usam. Ontem eu estava trocando comedias e fluidos ilusorios com uma futura transa adolescnte e sado masoquista pelo celular quando brota do teto um conhecido me oferecendo maconha para curtir com ele num posto de onibus tao exposto como minhas bolas em casa de swing. Fui, sem cortar o papo com a garota ronronante. O carinha desbolotou, passou a goma e enrolou a seda cirurgicamente. Coisas assim me impressionam porque se tratando de coordenaçao motora nunca estive muito acima de doentes avançados com mal de Parkinson. Que beck bem feito. Simetrico e industrial. Quarto dan. No minimo. Ele fuma, eu fumo e sou advertido: jogue pro pulmao e puxe o ar depois. Sim sensei. Imito a tecnica e a fumaça nao sai, tipo, some. A magia verde assimilada por alveolos pulmonares incredulos. Giroflex vindo e nos afastamos. Isso no Rio criaria panico nas pernas da maioria. So quem ja tomou dura entende. Giroflex indo e mais dois tapas na obra de arte. A brisa passa uma cantada maliciosa no meu cortex. É o sinal para ir embora. Vai bater e vou cair. Bom pra caralho mas vou cair. Parti. O telefone ainda mantendo a ponte e perguntas molhando a escada. Palavras tateis ganhando peso e contornos coloridos, pensamentos em fractais e ebuliçao THC. Essa sigla tem mais poder real que a trindade castra sonhos e acabei de vestir outro angulo da sua paleta. Na vibe tudo é maná. Mordi e engoli dedos finos, umbigos, ombros, cicatrizes e vinte e sete de Julho num pacote translucido. Me tranquei numa camara de imersao fechada com cadeados de certezas ululantes. Dormi sobre camadas e camadas de epifanias.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cinco Dias.

QUARTA: Era um incendio se batendo numa caixa craniana. Fogo comprimido excitado o suficiente para parir o Big Bang sem anestesia mantido por mais de vinte e quatro horas de barriga absolutamente vazia e nenhuma visao futura de porçoes inteiras ou migalhas. Hipoglicemia fora de controle. Eu nao tinha grana. Nada e ninguem com 1,50$ para me emprestar. Cochilei por trinta minutos e acordei me contorcendo, tentando ser discreto o bastante para nao ser um freak ainda maior que o normal. Seria otimo gritar, mas vamos manter o decoro. Ja havia gente na cama ao lado. Quando voce vive em comunidade forçada o banheiro vira um tipo de santuario do EU. Fui la.  Precisava me distrair, conversar com  alguem e me desintoxicar da dor. Peguei emprestado o raciocinio alheio e bati na porta do desespero silencioso. QUINTA: Uma bomba quase estourando. Radiaçao liquida e esperma. Eu ia ser chupado por uma doce e macia boca de garoto de 16 anos que me procurou para sacrificio sexual. Muleque novo com labios de menina e pressao de homem. Pagar motel? Sem chance. Isso aqui é Sao Paulo. Por seis moedas voce se cobre confortavelmente de lixo e moscas. Rodamos pela Sao Joao e fizemos dum cinema porno nossa cama com plateia vip. Quatro paredes e sombras com as calças abaixadas. Purgatorio de teto solto como teias de uma aranha  compulsiva e gorda por se alimentar de quilos de pesadelos. Passava um filme hetero. Mulheres gostosas dando seus rabos num local limpo e rico. Aqui mesmo? É. Abri  meu ziper, peguei a mao dele e essa quase garota fez o jogo manual. Pudor é mito. Belo boquete. Segurei seus cabelos longos com a direita e curti sua bunda com a esquerda. Gozei e ele cuspiu. Saco. SEXTA:  Trabalhar no show do Belo me mostra o quanto as mulheres podem ser ridiculas. Fiquei me perguntando como dever ser ter um estoque ilimitado de bucetas. SABADO: Duas pagas para pegar numa casa de samba-rock em que trabalhei. Nao gosto desse estilo de musica e as frequantadoras parecem comida de hospital com um gosto demasiadamente suburbano para roupas. No Rio isso pode ate ser algo bom, mas nao aqui. Para seguir o estilo cachorra de bairro é preciso ter alguma bunda. Em terra de idiotas o primeiro que chegar de mano quebra a banca. Ignorei olhares e dei uns tocos secos em tres. Mulher bonita quando rejeitada faz expressao engraçada, como se o mundo fosse incompreensivel. Uma loirinha me puxou. Ana Paula. Atitude. Quis conversar antes de beijar. PARA QUE????? Quando aprenderao que quando falam fodem com tudo?? Se voce é bonitinha faça cara de sucubus querendo pular para o paraiso que ta otimo. Entrei no modo de audiçao seletiva,  peguei naquele quase peito e escutei a revelaçao de que nao transava ha tres meses. Quando passei os dedos entre as pernas dela, acreditei. Ninguem sexualmente ativo geme por tao pouco. Se a comi? Porra nenhuma. Ela tinha que preservar a sua imagem e seus tres meses de estiagem. DOMINGO: Sou declaradamente apreciador de pele branca mas aquela morena sabia foder. So um problema: ela gritava AI!, AI!, AI!, AI! e VAI GOSTOSO! com uma pronuncia tao redonda que de cara pensei numa atriz canastrona de teatro. Mas era o jeito dela mesmo e ganhei um bonus surpresa: quando entrei numa de meter sem parar e com olhar safado, ela chorou de tesao. Imaginei imediatamente um AVN flutuando ao meu lado. Alem do fato dela ter dado o cu com muita dignidade. Palmas para ela. Sai do motel e parti pruma balada GLS. Ecstasy, cocaina  e ketamina. O mundo se abria, me engolia, nao me digeria e me vomitava. De novo e de novo e de novo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sexta.

Tinha passado tres horas trancado na lan. Escrevendo, assistindo os ultimos uploads do meu site porno preferido e marcando fodas que eu sei que nao se realizarao. Ela liga. Atendo. Sua voz ainda um pouco bebada ja me adianta tudo o que ela dira mas escuto mesmo assim. Cara, foi muito bom! Sabe aquele que eu disse ser o mais bonito e que nao parecia estar afim de mim? Rolou! Parecia que ele nao transava faz muuito tempo. Beberam tequila em mim e fizeram massagem nos meus pes enquanto eu cavalgava o garoto. To cheia de mancha roxa. Legal. Um de nos precisava se divertir. Ela ria e ria com  felicidade limpa de uma jovem liberal nos seus dezoito anos bem explorados. Continuamos nessa ate eu chegar na pensao e me isolar no banheiro. Sinceramente, sou um cara possessivo e apesar de toda a minha visao aberta sobre o mundo, ouvir de alguem, que eu quero mas ainda nao comi, que ela acabou de participar de uma orgia, uma orgia da qual eu nao participei, é a melhor maneira de fazer a magica de transformar minha carne em enxofre. Independente disso eu tinha acabado de ganhar um vidro com lança e, por mais dificil que possa parecer, eu nunca havia experimentado essa droga. Tava na hora de ver qual é. Qualquer coisa pode dar uma surra no tedio numa noite cheia de atividades excludentes para quem tem os bolsos vazios. Nao desliguei o cel e continuei recebendo detalhes umidos. Nao dava para ficar naquilo. Abri o vidro e molhei o sudario, inalei e tossi. Tossi de novo. Cheiro de bala. Parada forte. Novo round e a percepçao mudando. Fiquei sem roupas e deitei no chao sobre a agua do banho anterior. Nao me incomodei. Era ate agradavel mesmo sabendo do frio. Ia ganhando uma objetividade dura  e sensualmente realista. Nao queria falar mas queria ouvir. Me conte como foi a foda de hoje. Voce vai ficar com raiva. Conte! Começou como quem tem medo de irritar uma criança caprichosa. Meu tesao cresceu. Apaguei a luz e notei que chovia e relampejava. Me disse do inicio suave e da agitaçao seguinte. Escutando aquilo eu era ela, ele e o resto da plateia. Nao senti a raiva de sempre mas ainda poderia matar todos que beijaram aquela boca naquela madrugada. A mesquinhez do egoismo estava comigo e essa certeza me dava confiança. Flashes atravessavam o basculante no meu reino de completa tirania sobre o que eu via e imaginava. Acariciei meu pau e ele doia. Ela gemia e se excitava com a minha respiraçao pesada. Eu me excitava com a escuridao e com o peso confortavel de um prazer sem sentido.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cama.

Havia o sono de varias horas em pe ouvindo lixo e obedecendo um asno. Dormir era mais que respirar. Chego. Deito. fecho os olhos e alguem acende a luz. Sao dois dos tres que dividem o quarto comigo. Hora do trabalho para eles. Conversam. Nao respeitam o que nao estiver grudado em seus umbigos. Mais uma hora de sono perdido. Resta um. O terceiro. Silencio por trinta minutos e ele levanta. O psicotico que nao abre a boca e come criancinhas, nunca olha diretamente nos seus olhos e tem um dragao nao preenchido nas costas. Fez da sua cama uma cela com cobertores e agora digita algo la dentro depois de tambem ter acendido a lampada. A lampada aqui fora jogando insultos moidos na minha cara e ele la dentro. Caralho. Caralho. Caralho. TENHO QUE DORMIR. VOU DORMIR. Pego sobra de madeira em cima do armario, tipo porrete mesmo, vou brincar de pichorra com aquela luminosidade invasiva. Um, dois e tres. Tem vidro espalhado por todo quarto. Em pequenos pedaços afiados e impertinentes. O animal levanta os panos e me encara, bufando. Suas pernas se contorcem apertando o odio nitido como vermelho puro. Sento no alto do beliche, sem camisa e descalço. Sou o Buda dos escombros. Ele pega outra madeira e se aproxima. Nao é questao de apanhar ou bater, é o sangue ficando quente. O doente se afasta de repente, chega na porta, abre a e sai. Dois minutos e volta, tranca a fechadura, puxa a faca media para carnes e segura novamente a madeira. Fico de pe sobre chinelos brancos. Meu teaser ao alcance. Fica para daqui a pouco. Prefiro a madeira por enquanto. Odeio esperar e solto o primeiro golpe na mao da faca. Coisa linda. Lamina fora do jogo. Mais duas porradas rapidas no peito e ele vem pro clinch. Esta com medo. Serio, é bom de mais. Dou uns tres socos na cabeça, pego o teaser e o teaser morde seu braço. O idiota grita, alto e desesperado. Eu quase gozo. Tenta fugir. Calma rapaz, ta cedo. Outra picada e outro grito. Escapa, quase arromba o que fez questao de fechar e corre para fora da casa. Pena. Ainda dormimos no mesmo quarto.

1 R$.

Acabei de comer duas goiabas compradas com os centavos que roubei de um parceiro de quarto da pensao. Foi um emprestimo. Muitos ladroes dizem isso, eu sei, mas to pagando para ver. Na fome troco a minha mae por um pedaço de bife bem passado. Isso me fez lembrar da minha felizmente finada avó, quando ela me disse abrindo a torneira daqueles olhos de jenipapo no asilo: Pare de pintar! Nao deu certo! Voce so vendeu duas telas! Se eu tivesse prestado atençao no que ela falou provavelmente ao inves da barriga vazia e frutos miseraveis de um roubo imbecil, agora estaria comendo bem e sendo chupado por uma loiraça de 2000R$. A dona dessa colmeia de pobres ta fritando algo muito, muito gostoso, la embaixo. Filha da puta. To com tanta fome que ignoraria a mais perfeita das bocetas por um hamburguer cheio de maionese. Escravo do estomago. Estomago senhor de engenho. Perto dele meu pau é uma virgem e neurotica japonesa de treze anos.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Preciso Comprar Um Gato.

Nessas horas gostaria de ficar puto, chamar aquela baixinha sapata de qualquer merda e mandala, com um grito indignado, tirar a lingua daquela linda boceta rosa no meio do palco. Mas nao, claro que nao, tenho essa porra de apreciaçao artistica gay pra caralho que fica me mostrando o valor que eu, particularmente, nao gostaria de entender. Toda arte que precisava passava ao meu lado de uns tres em tres minutos na forma de mega estrelas de canais adultos. Quanto talento perdido. Com a quantia certa e elas estariam na minha ilha hedonista da fantasia. Assim que eu acordasse uma delas estaria ao meu lado e me perguntariam: Sexo Anal, Senhor? É claro, Monica Bellucci (tenho fixaçao por essa mulher). Nada como comer um cu cinco estrelas pela manha para evitar resfriados e enxaquecas. E tome lhe porra no reto. Que nada. To sem grana para um mendorato mas com varios telefones promissores na agenda. Chegar na pensao, banheiro, punheta e retardados fotogenicos pelo ralo.

Marte.

Foram tres fotos. Eu estava no banheiro, nu e pronto para socar a parede ou qualquer um que pudesse representar ameaça a minha foda. E era insano. A garota nem ao menos estava numa cidade proxima. Olho para as fotos. Sei que alguem ira come la em breve. E nao serei eu. Sabe odio e tesao? Tres fotos. Ela liga. Voz calma e sexy. A minha era alta e tensa. Tava tao duro que doia. Queria gozar me ouvindo. Putinha. Se estivesse comigo arrebentaria sua cara mas nao pararia de meter. Nunca liguei para cu de mulher mas agora é outra coisa. Quero o dela. Quero que doa e quero ser o primeiro. Fizemos uma aposta: se ela arregar com a violencia, poderei come lo. Nao sei ate onde chegaremos nisso. Ela debocha e se masturba. Puta. Puta. Puta.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nenhuma Cama É Tao Confortavel.

Noite de sexta. Vespera de feriado e tenho tudo menos vontade de ficar parado. Chega uma mensagem e estou pronto para sair. Dinheiro? O do aluguel vai servir. Posso ver a cidade pegando fogo la longe. Em breve nao vai ficar nada. Aluguel para que? Fomos. Ela, eu e um amigo dela que ia  passar o aniversario no apartamento bebendo vinho. Entramos e a casa ta cheia. O cara é mesmo paradao mas ele é ele e eu subi no queijo. Primeira vez. Uma garota chega e passa o rodo em mim e nos outros. Soltinha a menina. Minha perna entre as dela. Pressao na boceta. Delicia. Ela desce e em uns quinze minutos a vejo metendo com um tatuado. Porra, me excitou ver isso. Uma outra me secando ali embaixo. Desço, nos pegamos e o levo para o canto da primeira. Sera que ainda estao trepando? Nao. So na velha punheta. Beleza. O meu ta fora da calça e a garota pede camisinha. Eu tenho. Pau dentro e muitos olhares. Essa adrenalina podia ser vendida em super mercados. Embutida nos cereais. Sei la. A safada inicial chupa o sarado, eu socando a minha pelo shortinho puxado e quem passa tem de parar para injetar nosso tesao pelos poros. O barman esta ao nosso lado e, entre puto e excitado, me pergunta: por que voces nao vao pro motel?  Respondo: faz uma caipirinha para mim. Ele leva na boa. Ela goza. Eu nao. Toca para mim? Claro! Grito quando minha porra bate na roupa dela. Alguns ouviram, mesmo com a musica alta. E a noite nao acabou ainda.