quinta-feira, 14 de junho de 2012

Depois Da Av. Paulista.

Virgem. 18 anos e falando sem parar. Sem parar e como uma adolescente de 15 empolgada por estar indo numa festa diferente. Alta e com voz agradavel. Iamos numa balada S/M. O que eu faria com uma virgem la? Nem eu sabia direito mas queria ver o contraste de mundos. Talvez um contraste aparente. Ser a primeira transa dela passou varias vezes pela minha cabeça assim que nos encontramos. Ate entao era so como bater papo com um elo perdido pelo telefone. Mas sexo e sangue e dor e relamaçoes nao sao a minha ideia de boa experiencia. Melhor aguardar uma outra oportunidade. Mentira. Come la numa casa de fetiche seria fantastico. Escutar gemidos adolescentes, de dor e excitaçao, provavelmente traria inspiraçao para eu pintar umas tres telas de 1,60 x 2,00, escrever uns cinco textos e gravar um media. Mas sei la. Tem algo em mim bem antiquado. Um tipo de codigo que so quebro em estado de total desespero. Nao traio a confiança de quem tem potencial para uma vida acima da media. E a garota esperava que eu nao fosse um cao babante no cio. Eu era, mas me controlava. Muito. Apresentei a casa e desfiz da sua mente o fogo e enxofre que haviam vendido. Espalhados haviam grupos se divertindo com caricias e cera quente. Uma mulher em trajes orientais chicoteava um mascarado na teia de ferro.O Senhor Da Festa passeava entre nos, observando e interagindo. A jovem nao piscava. Permeavel e com fome. Eu disse: vamos pro banheiro? Vamos. Segurei sua cabeça e beijei sua boca. O beijo nao encaixou de cara. Nao ligamos e tentamos outra vez. Foi melhorando. Ela olhava para mim como algo novo tentando se entender. O tipo de olhar em que esta escrito que por tras daquelas pupilas dilatadas tem muita coisa rolando. Casais gays entravam e se trancavam. Tirei bem pouco da sua roupa e botei sua mao por baixo da minha calça. Um moreno sem camisa queria se juntar a nos. Sem chance. Ela era minha. Barulho. Voce sabe que som é esse? Nao. Um cara chupando o outro. Outra vez aquele olhar. Morderia devagar seus pensamentos e duvidas. Nao transamos e, no fim, ainda foi bom. Tive que tocar tres quando cheguei am casa.

3 comentários:

  1. Sempre que leio suas peripécias, imagino você uma versão moderna de Dorian Gray.

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  2. Futuro negro, mas experiencias interessantes antes.

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